Uma série de celebrações eucarísticas estão sendo realizadas na paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Parque Ribeirão Preto, em Ribeirão Preto (SP), dentro da programação do Jubileu de Prata, 25 anos de criação da paróquia. A paróquia foi criada em 25 de dezembro de 1986 pelo arcebispo D. Romeu Alberti. O ano jubilar, aberto em 8 de dezembro de 2010, festa da Imaculada Conceição, pelo arcebispo D. Joviano, terá o encerramento em 25 de dezembro deste ano.
Celebrações – Os antigos párocos e amigos da paróquia estão sendo convidados para celebrarem durante o ano jubilar. Em 21 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, o Cônego João Rípoli, primeiro pároco de Nossa Senhora de Lourdes, presidiu a celebração e recordou os vários momentos vividos na comunidade, inclusive anteriores à criação da paróquia. No dia 18 de setembro, o celebrante foi o padre Márcio Luís, membro da Comunidade Missionária Providência Santíssima e do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Tambaú (SP). A história do padre Márcio tem profundas raízes com a paróquia, antes de ingressar na Comunidade Missionária, em 1992, participou do grupo de jovens e recebeu o Sacramento da Crisma.
Cônego João Rípoli e padre Alencar na celebração de 21 de agosto
Na ordem: padre Alencar, pároco, e padre Márcio, na celebração de 18 de setembro
Dom Angélico - No dia 09 de outubro, às 19 horas, a celebração foi presidida pelo bispo emérito de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino. D. Angélico, antes de ser sagrado bispo e da comunidade construir o templo, celebrou diversas vezes embaixo de estruturas com estacas de madeiras coberta com lonas. Uma das experiências narradas pelo bispo recorda o início do bairro Parque Ribeirão Preto, na época Vila Fraternidade, em 1963, quando 120 casas construídas pelo governo estavam abandonadas, e com a ajuda de pessoas que atuavam nas periferias de Ribeirão Preto, se mobilizaram para trazerem para o local e ocuparem as casas, dando início a uma série de reivindicações pelo direito a uma vida digna.
Ao final desta celebração foi apresentado o brasão da paróquia comemorativo ao Jubileu de Prata e também a iniciativa do projeto de elaboração de um livro histórico sobre a comunidade paroquial.
Fotos da década de 1960 - As celebrações eram realizadas debaixo de coberturas de lona e estacas de madeiras:
Fotos da celebração - Dom Angélico - 09.10.2011
Dom Angélico reencontra alguns dos primeiros moradores da Vila Fraternidade
BRASÃO DA PARÓQUIA
TEXTO EXPLICATIVO
Brasão é um emblema, ou seja, uma figura simbólica de pessoa, família, nação, etc.
Por ocasião do ano jubilar da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, viu-se por bem elaborar tal importante símbolo, de modo que esse exprimisse o período de sua criação até a data comemorativa de seus vinte e cinco anos.
É com alegria que apresentamos o resultado dessa missão:
A cruz é o símbolo dos cristãos por excelência, pois foi nela que Cristo se entregou, por amor e obediência, pela humanidade. Nesse sentido, está no centro do Escudo que compõe o Brasão, e ligado a ela estão o cálice e a Hóstia, que nos levam a perceber, e mesmo sentir, a presença de Jesus em nosso meio.
Nas extremidades estão representados os setores, criados a partir da divisão do território paroquial, cada qual com seu padroeiro, da seguinte forma:
As rosas nos levam ao coração de Santa Terezinha. Ela dizia com grande piedade que sua vocação era o amor. Ao morrer, Terezinha havia prometido que faria descer sobre a terra uma chuva contínua de rosas (graças celestes). Ela realizou e continua a realizar essa promessa depois de sua entrada no céu, por um incalculável número de milagres.
O Tau é símbolo de São Francisco de Assis. Os três nós, representam os votos que ele – e, mais tarde, a própria ordem dos Frades Menores – fez perante Deus: pobreza, obediência e castidade.
São Francisco é também o padroeiro da ecologia, pois via a natureza como presente de Deus e com sensibilidade apreciava e respeitava todas as suas obras, daí o pássaro, que nos remete também a Campanha da Fraternidade de 2011, nos fazendo “escutar” os “gemidos da natureza” e refletir se as dores que ela sente são de parto, que traz esperança, ou de agonia, se referindo ao aquecimento global e às mudanças climáticas e pensar sobre nosso papel em relação a tais problemas.
O pão e o ramo de café com grãos nos convidam a refletir sobre a vida de São Benedito. O primeiro nos apresenta diretamente a vida desse homem de Deus: de origem simples, filho de descendentes de escravos, chegou a ser mestre dos noviços e, mais tarde, guardião, isto é, superior do convento onde vivia. Mas, ao terminar o período de seu superiorado, ele voltou, com a máxima simplicidade e naturalidade, aos serviços que antes realizava como cozinheiro da comunidade.
No Brasil, Benedito tem muita popularidade. Inclusive, os antigos escravos simpatizavam com ele, seja pela vida simples e pobre que viveu, seja pela afinidade de cor, em um período de grande sofrimento para esses seres humanos. Atualmente, observando o segundo símbolo que representa o santo, olhamos com carinho para a religiosidade popular: em cada casa devota de São Benedito encontramos um copinho ou xicarazinha de café aos pés de sua imagem, que geralmente fica na cozinha. O primeiro gole do café feito na casa é para o santo.
Por fim, em relação aos setores, o livro representa a Palavra que São Judas Tadeu tanto se dedicou em pregar e viver, e o machado, com a qual foi morto, representa sua adesão pessoal e verdadeira à Cristo, até as últimas consequências.
A letra M, acima do brasão, com uma coroa de doze estrelas, por inspiração da passagem do livro do apocalipse que diz “Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, tendo a lua debaixo dos pés, e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap. 12, 1-2), representa Maria enquanto Mãe de Jesus e mãe dos discípulos do Messias (doze estrelas – doze apóstolos). E, consequentemente, Mãe da Igreja, ou seja, de todos nós.
A faixa azul que passa por trás da letra M, descendo pelas laterais, representa o título que Ela recebeu ao aparecer para a menina Bernadete, em uma gruta, naquela pequena cidade francesa: Nossa Senhora de Lourdes. Como diz a canção: “Vestida de branco, ela apareceu, trazendo na cinta as cores do céu”.
E, finalmente, a faixa abaixo do Brasão, que apresenta ao lado esquerdo o ano de criação da Paróquia, ao lado direito o ano da celebração de seus vinte e cinco anos, e, no centro a descrição “Jubileu de Prata”, quer nos convidar à oração constante de agradecimento a Deus por todas as pessoas que passaram por aqui: Padres, seminaristas, os fiéis, desde aqueles que frequentaram as celebrações, aos que se dedicaram – e àqueles que ainda se dedicam – de alguma forma às pastorais, movimentos, promoções, e diversas outras obras para o bem de todos.
Ela tem a pretensão de ser, na verdade, uma linha do tempo, para recordarmos constantemente as pessoas e os momentos que possibilitaram a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes ser o que é hoje.
NOSSA SENHORA DE LOURDES, ROGAI POR NÓS